[ Free Book ] ☧ Into the Looking-Glass Wood: Essays on Books, Reading, and the World ⚐ MOBI eBook or Kindle ePUB free

a exclus o de qualquer assunto da literatura, quer por arb trio do leitor quer do escritor, uma forma de censura inadmiss vel que degrada a humanidade de todos Os grupos ostracizados pelo preconceito podem ser, e geralmente s o, postos de parte, mas n o para sempre A injusti a, como j dever amos ter aprendido, tem um efeito curioso nas vozes das pessoas Empresta lhes pot ncia e clareza, recursos e originalidade, que s o todas elas boas coisas para se ter, se o que se pretende for a cria o de uma literatura p 44, Entretanto, Noutra Parte da Floresta Disclaimer Alberto Manguel is probably my favourite non fiction author, ergo this review will inevitably take a rather gushing tone I put off eating supper for two hours because I wanted to finish this book, an anthology of his essays The book s framing device of quotations from Alice in Wonderland and Through the Looking Glass is subtly effective it reminded me of how wonderful both books are and now I want to reread them As an aside, the Alice books are one of only two volumes that I have in duplicate, as I love both the famous Tenniel illustrations and the beautiful set done by Mervyn Peake Manguel s essays are universally humane, beautifully composed, and richly intelligent He brings together reminisces he read aloud for Borges , literary criticism, historical reflections, and philosophical musings I was particularly moved and engrossed by section seven, titled Crime and Punishment The meditations on Argentina s violent, horrific, and unresolved political past were onlypainful for their lucidity In ageneral piece in the same section, Manguel addresses the difficult issue of appreciating writers and writing, when either or both are tainted by racism, misogyny, and or anti Semitism This is a very tricky subject to write about without seeming patronising, insensitive, or just awkward, but Manguel manages it Somehow we must come to terms with the prejudice inherent in much historic literature, without glossing over the terrible oppression it represents nor refusing to read all such literature I was especially pleased that Manguel quoted Alice Walker here.Another section contemplates the future of reading, incidentally seeming to predict the development of kindles and iPads the book was published in 1999 Manguel discusses and analyses the work of his favourite writers, all the while conveying a visceral sense of the joy he finds in reading I ve read a little bit of Mario Vargas Llosa, GK Chesterton, and Cynthia Ozick, so found context and interpretation of their novels fascinating On the other hand, I ve not read any Richard Outram or Julio Cort zar, so was intrigued to discover them I trust Manguel s taste and greatly enjoy the way he skilfully draws quotes and references from disparate books It s lovely to travel towards new literary interests on a path of trusted favourites Other topics covered include the role of the editor, the death of Che Guevara, and the nature of museums The latter I particularly enjoyed, as it managed to cover such wide ground so elegantly in a mere eight pages.I could continue in this vein for a while, but, apart from anything else, will soon run out of suitable adverbs of praise As to why Alberto Manguel is my favourite he comes closest of any writer to articulating why I so love books, reading, and libraries I could quote many beautiful, profound, and funny passages from Into the Looking Glass Wood , but this from the final paragraph seems to me best of all the point, the essential quality of the act of reading, now and always, is that it tends to no foreseeable end, to no conclusion Every reading prolongs another, begun in some afternoon thousands of years ago and of which we know nothing every reading projects its shadow onto the following page, lending it content and context In this way, the story grows, layer after layer, like the skin of the society whose history this act preserves I find it both terrifying and wonderful that I will not live long enough to finish reading everything that I want to But I don t need to, books and the reading thereof will continue on. , ,,, , 3, , , , ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, , ,. My first Manguel book All books should be written by him I will read all the rest of his now, and then tell him he should marry me. [ Free Book ] ⚆ Into the Looking-Glass Wood: Essays on Books, Reading, and the World ♖ Alberto Manguel Has Enchanted Hundreds Of Thousands Of Readers With His Bestselling Books, Including The Dictionary Of Imaginary Places Now He Has Assembled A Personal Collection Of His Own Essays That Will Enchant Anyone Interested In Reading, Writing, Or The World Through Personal Stories And Literary Reflections, In A Style Rich In Humor And Gentle Scholarship, Manguel Leads His Readers To Reflect On The Links That Bind The Physical World To Our Language That Describes It The Span Of His Attention In These Twenty Three Essays Is Enthralling From Who Am I , In Which He Recounts The First Adventures Of Childhood Reading, To Borges In Love, A Memoir Of The Great Blind Writer S Passions From His First Encounters With The Evils Of Prejudice To A Meditation On The Death Of Che Guevara From A Tour Of His Library To Evocations Of Such Of His Favorite Writers As Cort Zar And Chesterton A Voyage Deep Into The Subversive Heart Of Words, Into The Looking Glass Wood Is Fired By The Author S Humanity, Insatiable Curiosity, And Steadfast Belief In The Essential Power, Mystery, And Delight Of The Written Word bosque do espelho mais um livro t pico de Alberto Manguel onde cruza as suas pr prias experi ncias liter rias com trechos de livros que leu e que d a conhecer Ao longo das suas deambula es liter rias parte de g neros liter rios para opini es pol ticas ou sociais, falando de v rios autores e do seu papel na sociedade.Nem sempre temos de compreender todas as palavras de um texto Sab lo o os jovens leitores que pegam em livros cuja totalidade do vocabul rio n o reconhecem, sab lo o aqueles que enveredam num novo idioma, sab lo o aqueles que gostam de saltar palavras e envereder por caminhos mais curtos Aprendi muito cedo que, a n o ser que estejamos a ler com algum outro prop sito que n o o prazer como todos, de quando em quando, temos da fazer, pelos nossos pecados , podemos, com toda a seguran a, deslizar por p ntanos dif ceis, cortar caminho por selvas emaranhadas, salvar planuras solenes e aborrecidas e muito simplesmente deixar nos levar pela vigorosa corrente de um conto.Um texto n o s pode ser compreendido pela leitura parcial, como se pode tornar diferente de cada vez que o lemos, pois o acto de ler e interpretar diferente das associa es que se constroem com a leitura, criando uma vis o pr pria do leitor naquele momento interpreta o que pode vir a ser diferente se o leitor tiver outras experi ncias Um livro torna se um livro diferente de cada vez que o lemos Essa Alice da minha primeira inf nca foi uma viagem, como a Odisseia ou o Pin quio, e sempre me senti uma Alice melhor do que um Odisseu ou um boneco de pau Ent o chegou a Alice adolescente e eu soube exactamente ao que ela teve de sujeitar se quando a lebre de Mar o lhe ofereceu vinho quando n o havia vinho na mesa.Bem diferente destes textos iniciais que falam sobre a mutabilidada da experi ncia da leitura, o texto que se segue sobre as categorias da leitura, como por exemplo a literatura gay O autor disserta aqui de forma interessante, mostrando que a categoriza o pode reduzir os leitores poss veis, sem que na realidade o livro possa ser apreciado por t o curto grupo de leitores A no o de literatura gay culpada sob tr s aspectos primeiro, porque implica uma categoria liter ria streita, baseada na sexualidade ou dos seus autores ou dos seus personagens, segundo porque implica uma categoria sexual estreita que de alguma forma encontrou a sua defini o sob uma forma liter ria terceiro, porque implica uma categoria pol tica estreita que defende um conjunto restrito de direitos humanos para um grupo sexual espec fico E, no entanto, n o importa o qua recente seja, a no o de literatura gay existe na mente do p blico H certas livrarias que t m estantes para a literatura gay , certas editoras que publica o colec es de literatura gay e h revistas e jornais que regularmente colec es de literatura gay e h revistas e jornais que regularmente publicam hist rias e poemas sob a rubrica literatura gay.Tal como falamos de literatura gay falamos de literatura africana Ainda que essa etiqueta possa indicar que existem elementos para empatizar por um grupo de leitores, definir um livro de fic o cient fica como literatura africana s porque o autor de ascend ncia africana pode tornar se redutor e fazer com que o livro n o atinja o verdadeiro p blico a que se destina A etiqueta pode derivar da linearidade da etiqueta colocada no autor.Manguel re ne, tamb m, neste livro, textos liter rios com alguns detalhes pol ticos N o falta um texto apaixonado sobre o papel de Che, ou de C rtazar cujas deambula es directamente pol ticas n o tiveram grande sucesso , nem exemplos do que alguns autores transmitem sob o papel da mulherA condena o da paix o er tica, ad pr pria carne, permite s sociedades mais patriacais estigmatizar a mulher como a tentadora, como a M e Eva, culpada da queda di ria de Ad o Porque ela digna da censura, o homem tem o direito natural de a governar, e qualquer desvio desta lei quer pela mulher quer pelo homem pun vel como trai o e pecado Todo um aparelho de censura constru do para proteger os estere tipos heterossexuais definidos pelo masculino e, como consequ ncia, a misogenia e a homofobia s o ambas justificadas e encorajadas, atribuindo s mulheres, e aos homossexuais pap is restritos e depreciativos.Ou da pornografia A pornografia requer este padr o duplo Na pornografia, o er tico n o deve ser parte integrante de um mundo em que tanto os homens como as mulheres, homossexuais e heterossexuais, procuram uma compreens o mais profunda de si pr prios e do outro Para ser pornograf fico o er tico tem de ser amputado do seu contexto e aderir s estritas defini es cl nicas do que condenado Esta a raz o por que as nossas sociedades permitem que a pornografia, que abra a as no es oficiais do comportamento normal ou decente exista em certos contextos Mas perseguem com extremo zelo as express es art sticas er ticas em que a autoridade dos que ocupam o poder posta implicitamente em causa Revistas com raparigas podiam ser compradas quase em qualquer esquina, enquanto o Ulisses teve de enfrentar em tribunal acusa es de obscenidade.Este um livro bem diverso Fala se do contexto da obra tal como um quadro que n o consegue ser dissociado da sala de exposi o onde exposto , assim como do contexto for ado na obra a tal etiqueta , e o contexto do pr prio leitor Sou constantemente outra pessoa, a pessoa que dobra a esquina, a pessoa que espera na sala ao lado, depois de amanh , a pessoa que vai lamentar ou aprovar o que fa o hoje, mas que nunca o repetir Aproximo me de uma obra de arte com a minha bagagem de hist ria e de geografia, mas a babagem que trago est sempre a mudar e permite me ver outra coisa na obra, quase todas as vezes Por isso n o confio nos r tulos A obra de arte em si mesma n o cont m um julgamento.Tamb m os escritores podem ser dissociados da sua obra Existem v rios casos em que os valores que demonstram na escrita, a sensibilidade para o com outro, n o a demonstram na vida real, apresentando valores que parecem incoerentes com a obra sob Llosa E fiquei chocado com a oposi o entre as suas opini es na fic o que escrevia e as opini es que apresentava na imprensa como se, sendo um fot grafo sem vis o, fosse cego para a realidade humana que as suas lentes t o poderosamente captavam.Manguel aproveita os livros e a escrita para falar de humanidade, dissertando, portanto, sobre a sociedade e o que a obra transparece em determinados contextos Por vezes, afasta se, neste conjunto de textos, do que a literatura e aproveita para falar de aspectos como a toler ncia uma opini o que se assemelha minha para o conceito de pena algo que diminui o objecto alvo dessa pena N o sou defensor da toler ncia, no sentido em que muitas vezes usamos a palavra A toler ncia, que no passado geralmente implicava uma posi o anti hier rquica, implica agora frequentemente uma hierarquia, algu m que condescende em ser tolerante, em rela o a outr m e que requer gratid o por isso A toler ncia um tipo de filantropia que acaba por se autoconsumir.Da toler ncia e do estere tipo, apresenta se outra texto em q ue se disserta sobre o aspecto feminino apresentado em muitos livros como ofensivo Mark, na verdade, queria algu m que se satisfizesse em fundir se nele, e que n o buscasse imprimir a sua pr pria personalidade sobre a dele, nem desenvolver um ambiente independente Ele tinha a capacidade de saber que o ponto onde se coloca uma m e deve ser amplamente diferente que seja a sua devo o ele tinha experi ncia suficiente de conv vio com homens casados para se interrogar se poderia encontrar a mulher que procurava num mundo de p s guerra no entanto, preservava e consentia se uma esperan a de que ainda existiam mulheres antiquadas e come ava a perguntar onde poderia encontrar uma tal companhia auxiliadora.Este belo exemplo foi recolhido por Manguel de The Red Redmaynes, um romance brit nico de detectives Mas n o o nico Se Padre Brown de Chesterton consegue ter boas ideias e sentimentos, consegue, tamb m, cair nestas ideias o que n o totalmente de estranhar, considerando os ideais vigentes na poca.Depois de uma pan plia de ideias, Manguel termina com um pesadelo fic es em que a leitura castrada, falando de The Martian Chronicles e no formid vel conto There will come soft rains, Usher II de Poe e de Fahrenheit 451.Menos centrado nos livros, este volume apresenta uma s rie de ideias do autor sobre o papel da leitura, aproveitando para dissertar sobre sociedade e preconceito No Bosque do espelho foi publicado pela D Quixote. Alberto Manguel is one of my favorite authors, both for his ability to recognize great literature and his deft hand at assembling anthologies In this collection of his essays he writes gracefully about some of my favorite authors including Jorge Luis Borges, G K Chesterton and Cynthia Ozick But other topics are covered in this wide ranging collection including wordplay , aesthetics, and personal memories of reading of these I especially enjoyed his comments on his childhood reading All the essays share a love of reading and words that is the hallmark of Manguel s work In doing so they provide a guide and commentary to fine literature and life Good reading . It is beautiful It is at times funny, at times sad It is a treat.I read it, about 15 minutes at a time, before bed during a college Exam Paper writing month It was like giving my brain a stretch after a hard day of exercise I will read it again. O texto de Manguel cativante N o h como n o se emocionar com os ensaios Borges Apaixonado e In Memorian Ali s, Borges est sempre presente na sua escrita de forma muito afetiva em raz o de sua cegueira, muitas pessoas liam para Borges, e Manguel era uma delas Outros ensaios que integram No Bosque do Espelho n o esque amos das refer ncias ao maravilhoso mundo de Alice , t o iluminadores quanto estes dois que mencionei, s o resultado de uma mente privilegiada, uma peculiar erudi o que n o engessa as palavras, mas as tornam parte de nosso pequeno mundo Sua rela o com a leitura e os livros encantadora, e nos reconhecemos nela Posso afirmar, com toda certeza, que Manguel j um dos meus autores favoritos de n o fic o Ou melhor, n o devo categoriz lo Os r tulos, como ele mesmo afirma, s o muito redutores Este livro me parece uma agrad vel conversa com um amigo muito pr ximo Um bosque para al m de sua paisagem Ler nos ajuda a manter a coer ncia no caos, n o a elimin lo n o a enfeixar a experi ncia em estruturas verbais, mas a permitir que ela progrida em sua pr pria maneira vertiginosa, n o a confiar na superf cie brilhante das palavras, mas a investigar a escurid o p.27